Antes de sair do governo, o então Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou portaria que estabelece prazo de 90 dias para que as instituições de educação superior apresentem propostas de ações afirmativas – com inclusões de negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência – em seus programas de pós-graduação.
Outro objetivo da portaria é a formação de comissões próprias das universidades para dar continuidade ao processo de discussão e aperfeiçoamento das ações. Esse ponto do documento é importante porque coloca em outro patamar a discussão sobre ações afirmativas nos programas de pós-graduação.
O documento também dá a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a função de coordenar a elaboração periódica de um censo discente da pós-graduação, que permitirá o acompanhamento das ações de inclusão.
Conforme o documento, o Ministério da Educação (MEC) vai instituir grupo de trabalho para acompanhar e monitorar as ações previstas na portaria. Precisamos lembrar que 53% da população brasileira se autodeclara negra; então, não é possível que a gente tenha o desenvolvimento científico-tecnológico do Brasil com 53% da sua população brasileira sendo excluída da sua elite.
Fonte:G1